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Déficit de R$ 266 milhões no CJF: mobilização e garantia

Entenda como o déficit de R$ 266 milhões no orçamento da Justiça Federal levou a uma paralisação no Rio Grande do Sul e à garantia de pagamento anunciada pelo CJF em outubro de 2026.

Por Agência Communicare Publicado em 11 min de leitura
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Fachada do Superior Tribunal de Justiça em Brasília, sede do tribunal presidido pelo ministro Luís Felipe Salomão, que também preside o CJF
CNJ, CC BY-SA 4.0
Nesta matéria

Um rombo de R$ 266 milhões ameaçou os salários da Justiça Federal

A Justiça Federal enfrenta em 2026 um déficit orçamentário de R$ 266 milhões, que chegou a ameaçar o pagamento de salários de servidores. O Conselho da Justiça Federal garantiu, em sessão de 19 de outubro, que os pagamentos estão assegurados, mas a notícia do rombo já havia provocado paralisação de servidores no Rio Grande do Sul.

O déficit foi revelado em reportagens publicadas em 6 e 7 de outubro de 2026, com base em parecer da Diretoria de Orçamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Segundo o Correio da Manhã, em texto publicado em 7 de outubro, o rombo no orçamento de 2026 da Justiça Federal ameaçava atrasar salários, 13º salário e auxílio-alimentação de servidores.

Já em 6 de outubro, o Conselho da Justiça Federal (CJF) se reuniu com os presidentes dos Tribunais Regionais Federais (TRFs) e com o ministro Luís Felipe Salomão, presidente do CJF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para discutir medidas contra o déficit, segundo listagem de notícias do próprio CJF.

CJF atribui quase 80% do rombo à antecipação do adicional de qualificação

Segundo o CJF, repassado à imprensa, quase 80% do déficit decorre da antecipação do pagamento do adicional de qualificação (AQ), benefício previsto em lei para servidores da Justiça Federal. A previsão orçamentária considerava o início do pagamento em julho, mas o benefício passou a ser pago já em janeiro de 2026, o que abriu um buraco nas contas do ano. O documento da Diretoria de Orçamento do TRF4 que revelou o rombo estima em R$ 275 milhões o déficit das despesas de pessoal em toda a Justiça Federal, valor próximo ao total de R$ 266 milhões atribuído ao ano, o que dá a medida do peso da antecipação do AQ nesse cálculo.

O CJF afirmou, segundo reportagens que tiveram acesso a nota do órgão, que os pagamentos de servidores não deveriam ser adiados, por se tratar de despesa obrigatória. Em nota à Folha de S.Paulo, o CJF afirmou buscar uma solução unificada para o problema e sustentou que a saída não deve impactar a folha de pagamento dos servidores. Sindicatos, no entanto, contestam a atribuição do rombo ao adicional de qualificação. Para a Fenajufe, o AQ é uma conquista da categoria prevista em lei e não pode ser responsabilizado pelo déficit, que atribuem também a benefícios da magistratura criados por via administrativa.

O Sisejufe, sindicato dos servidores da Justiça Federal em Minas Gerais, enviou ofício ao presidente do CJF em 14 de outubro pedindo esclarecimentos sobre a origem do déficit, o impacto real do adicional de qualificação e garantias de que não haveria atraso nos pagamentos. O sindicato aponta que o documento do TRF4 registra R$ 159,1 milhões relacionados a novas diretrizes remuneratórias da magistratura, valor distinto da antecipação do adicional de qualificação, mas afirma que o próprio documento não esclarece se essa cifra inclui pagamentos acima do teto constitucional a magistrados, aposentados e pensionistas naquele tribunal entre janeiro e agosto de 2026. Não há, nas fontes consultadas, confirmação de que o CJF tenha respondido especificamente a essas alegações do Sisejufe, nem registro de pedido de entrevista formal sobre o tema.

Composição do déficit de R$ 266 milhões
Composição do déficit de R$ 266 milhões
ComponenteParticipação no déficitAtribuição
Déficit total da Justiça Federal em 2026R$ 266 milhõesCJF, segundo a Fenajufe e o Correio da Manhã
Antecipação do adicional de qualificação (AQ)Quase 80%CJF, em nota ou posição repassada à imprensa
Outros fatoresSem detalhamento do CJFNão especificados nas fontes consultadas

Fonte: Correio da Manhã, Brasil em Folhas (republicação da Folha) e Fenajufe, consultado em 24 de outubro de 2026. Elaboração: Agência Communicare.

Biblioteca do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, um dos órgãos ligados ao CJF citados na apuração do déficit orçamentário
Imagem ilustrativa das instalações do STJ, sede administrativa ligada ao CJF, presidido pelo ministro Luís Felipe Salomão. Foto: LaraCoVi, CC0 1.0. Foto: LaraCoVi · CC0 1.0

Servidores aprovam paralisação e fazem ato em frente ao TRF4

A ameaça de atraso salarial levou servidores da Justiça Federal a se mobilizar. Em 8 de outubro de 2026, uma assembleia em Porto Alegre, com cerca de 250 servidores e servidoras, aprovou paralisação para o dia 14 de outubro, segundo a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União (Fenajufe).

A paralisação, organizada pelo Sintrajufe/RS com apoio da Fenajufe, ocorreu em 14 de outubro de 2026, uma quarta-feira, com ato em frente ao TRF4, em Porto Alegre, e atividades em pelo menos 11 cidades do interior do Rio Grande do Sul, segundo o Correio da Manhã. Para os sindicatos, atribuir o rombo ao adicional de qualificação transfere a conta para os servidores.

Outros sindicatos também se mobilizaram em torno do tema. O Sintrajud, de São Paulo, chegou a prever paralisação por tempo indeterminado na Justiça Federal e no TRF-3 a partir de 21 de outubro, mas essa paralisação estava condicionada a uma eventual decisão do CJF que provocasse cortes ou atrasos, e não há confirmação de que tenha efetivamente ocorrido. O mesmo sindicato convocou uma vigília para acompanhar a sessão do CJF de 19 de outubro.

Entidades sindicais e o que cada uma fez ou pediu
Entidades sindicais e o que cada uma fez ou pediu
EntidadeAção ou pedido
Sintrajufe/RSOrganizou a assembleia de 8/10 e a paralisação de 14/10, com ato em frente ao TRF4 e atividades em 11 cidades do interior
FenajufeDivulgou a assembleia com cerca de 250 presentes e sustenta que o adicional de qualificação não pode ser responsabilizado pelo déficit
Sintrajud/SPPreviu paralisação por tempo indeterminado a partir de 21/10, condicionada a decisão do CJF que cause cortes ou atrasos, e convocou vigília para a sessão de 19/10
SisejufeEnviou ofício ao presidente do CJF em 14/10 pedindo a origem do déficit, o impacto do AQ, a dotação original, os valores executados e garantia de que não haverá atraso
Sinjuspar e SintrajuscCitados como entidades mobilizadas na reportagem do Correio da Manhã de 20/10, sem ação detalhada nas fontes consultadas
SitraemgParticipou da sessão do CJF de 19/10 e relatou a garantia de que os pagamentos dos servidores estão assegurados

Fonte: Fenajufe, Correio da Manhã, Sisejufe e Sitraemg, consultado em 24 de outubro de 2026. Elaboração: Agência Communicare.

Prédio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, onde servidores fizeram ato durante a paralisação de outubro de 2026
Servidores fizeram ato em frente ao prédio do TRF4, em Porto Alegre, durante a paralisação de 14 de outubro de 2026. Foto: Ewerton moreira, CC BY-SA 3.0. Foto: Ewerton moreira · CC BY-SA 3.0
Vista do prédio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região em Porto Alegre, visto a partir da Câmara Municipal da cidade
Imagem ilustrativa de outro ângulo do prédio do TRF4, em Porto Alegre, sede regional envolvida na apuração do déficit orçamentário. Foto: Guarnacacar, CC BY-SA 4.0. Foto: Guarnacacar · CC BY-SA 4.0

CJF garante pagamentos em sessão de 19 de outubro, segundo o Sitraemg

Em sessão realizada em Brasília em 19 de outubro de 2026, segunda-feira, o CJF tratou do déficit orçamentário e dos riscos para o pagamento de servidores. Segundo relato do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Minas Gerais (Sitraemg), que participou da sessão, o presidente do CJF garantiu que os pagamentos dos servidores estão assegurados e que não haverá prejuízo para ninguém.

Ainda segundo o Sitraemg, o presidente do CJF teria afirmado acreditar que não haverá cortes e que, caso ocorram, o próprio CJF providenciaria repasse aos tribunais para cobrir a folha. O relato também atribui ao presidente a avaliação de que o adicional de qualificação não foi o único fator a afetar a dinâmica do orçamento de 2026.

Até a data desta apuração, nenhum veículo de imprensa independente havia confirmado o conteúdo da sessão de 19 de outubro, e a própria listagem de notícias do site do CJF não trazia, naquela data, nenhuma nota sobre pagamento de servidores. A garantia de que os salários estão assegurados, portanto, deve ser lida como relato de uma entidade sindical presente à sessão, e não como nota oficial divulgada pelo CJF.

Linha do tempo: do anúncio do déficit à sessão do CJF
  1. 01

    06/10/2026

    CJF e presidentes dos TRFs se reúnem com o ministro Luís Felipe Salomão para discutir medidas contra o déficit de 2026

  2. 02

    07/10/2026

    Correio da Manhã publica que o déficit de R$ 266 milhões ameaça pagamentos na Justiça Federal

  3. 03

    08/10/2026

    Assembleia de servidores em Porto Alegre, com cerca de 250 presentes, aprova paralisação

  4. 04

    14/10/2026

    Paralisação no Rio Grande do Sul, com ato em frente ao TRF4; Sisejufe envia ofício ao presidente do CJF

  5. 05

    19/10/2026

    Sessão do CJF em Brasília; segundo relato do Sitraemg, foi garantido que os pagamentos dos servidores estão assegurados

  6. 06

    20/10/2026

    Correio da Manhã publica a mobilização; Sintrajud prevê paralisação a partir de 21/10, condicionada a decisão do CJF

Fonte: Correio da Manhã, Fenajufe, Sitraemg, Sisejufe e CJF, listagem de notícias, consultado em 24 de outubro de 2026. Elaboração: Agência Communicare.

Fachada iluminada do Superior Tribunal de Justiça em Brasília, à noite
Imagem ilustrativa da sede do STJ, em Brasília, instituição ligada ao CJF, órgão central no episódio do déficit orçamentário. Foto: STJNotícias / Saulo Cruz, CC BY 2.0. Foto: STJNotícias / Saulo Cruz · CC BY 2.0

A garantia existe, mas depende de quem a repete

O caso do déficit de R$ 266 milhões no CJF mostra como um aperto orçamentário real pode se resolver sem deixar rastro em canais oficiais. Houve déficit, houve mobilização sindical com paralisação efetiva no Rio Grande do Sul, e houve, ao final, uma garantia de pagamento. O problema é que essa garantia só chegou ao público pela voz de um sindicato que participou da sessão, não por nota do próprio CJF.

Essa lacuna de comunicação institucional tem peso para quem depende do salário em dia. Sem nota oficial do CJF detalhando como o déficit será coberto, quais cortes efetivamente ocorrerão em contratos, obras e tecnologia, e se haverá algum adiamento de parcelas de benefícios, servidores continuam expostos à incerteza, mesmo depois de uma garantia verbal relatada em sessão.

A recorrência do problema também chama atenção: a previsão de pagar o adicional de qualificação a partir de julho, mas iniciar o desembolso em janeiro, é uma falha de planejamento orçamentário que se repete em outros órgãos públicos. Até que o CJF publique uma nota formal e detalhada sobre a origem do rombo e as medidas definitivas para cobri-lo, a palavra final sobre a quitação integral dos salários de 2026 segue pendente de confirmação em fonte oficial.

Vista do prédio do Superior Tribunal de Justiça a partir do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília
Imagem ilustrativa do conjunto de tribunais superiores em Brasília, onde fica a sede do CJF, protagonista do episódio do déficit orçamentário. Foto: Luis Dantas, Domínio público. Foto: Luis Dantas · Domínio público

O Pacto e as entidades

O Pacto pelo Serviço Público reúne entidades de servidores e candidaturas que assinaram a Carta-Compromisso, que inclui a defesa de orçamento adequado e pagamento em dia para o funcionalismo público. Para entender outro episódio recente de impasse orçamentário sobre remuneração do Judiciário, veja a matéria sobre vetos ao reajuste do Judiciário em 2027 e 2028. Idealização, análise, metodologia e desenvolvimento são da Agência Communicare.

Como esta reportagem foi apurada

Esta reportagem usa como base reportagens do Correio da Manhã, do Jornal do Comércio, do Brasil em Folhas (republicação da Folha) e listagens do site do CJF, além de publicações do Sitraemg, da Fenajufe e do Sisejufe, com apuração concluída em 24 de outubro de 2026. Pontos atribuídos a sindicatos ou não confirmados em fonte oficial foram sinalizados como tal no texto, em vez de apresentados como fato fechado. Para outros guias e temas do serviço público, consulte os guias do Pacto e a sala de imprensa.

Perguntas frequentes

01

Qual é o valor do déficit no orçamento da Justiça Federal em 2026?

O déficit é de R$ 266 milhões no orçamento de 2026 da Justiça Federal, segundo reportagens publicadas em 6 e 7 de outubro de 2026 com base em parecer da Diretoria de Orçamento do TRF4, e confirmado também pela Fenajufe, que atribui o número ao próprio Conselho da Justiça Federal.

02

O que causou o déficit de R$ 266 milhões?

Segundo o CJF, quase 80% do déficit vem da antecipação do pagamento do adicional de qualificação, benefício previsto em lei para servidores. O orçamento previa início do pagamento em julho, mas o desembolso começou em janeiro de 2026, criando um descompasso entre o planejado e o efetivamente gasto no ano.

03

Os sindicatos concordam que o adicional de qualificação causou o rombo?

Não. A Fenajufe e outros sindicatos contestam essa atribuição, argumentando que o adicional de qualificação é uma conquista da categoria prevista em lei e não deveria ser responsabilizado pelo déficit. Eles apontam também benefícios da magistratura criados por via administrativa como fator relevante, sem confirmação oficial desses valores.

04

Houve paralisação de servidores por causa do déficit?

Sim. Em 14 de outubro de 2026, servidores da Justiça Federal no Rio Grande do Sul paralisaram as atividades, com ato em frente ao TRF4, em Porto Alegre, e manifestações em pelo menos 11 cidades do interior. A paralisação foi organizada pelo Sintrajufe/RS com apoio da Fenajufe, após assembleia realizada em 8 de outubro.

05

A paralisação em São Paulo chegou a acontecer?

Não há confirmação disso. O Sintrajud, de São Paulo, previu paralisação por tempo indeterminado a partir de 21 de outubro de 2026, mas essa ação estava condicionada a uma eventual decisão do CJF que provocasse cortes ou atrasos salariais, e nenhuma fonte confirmou que a paralisação realmente ocorreu.

06

O CJF confirmou que os salários serão pagos em dia?

Segundo relato do Sitraemg, que participou da sessão do CJF em 19 de outubro de 2026, o presidente do órgão garantiu que os pagamentos estão assegurados. Não há, até o momento, nota oficial do CJF confirmando esse conteúdo de forma independente, nem cobertura do tema na listagem de notícias do próprio órgão naquele dia.

07

Existe uma norma oficial que explica os cortes no orçamento da Justiça Federal?

O Sitraemg menciona uma portaria conjunta de contingenciamento orçamentário editada por tribunais e conselhos superiores, mas o texto oficial desse ato não foi localizado em fontes como CNJ, STF, CJF ou Diário Oficial da União, e por isso não deve ser tratado como fato confirmado nesta reportagem.

08

Que medidas o CJF estudava para cobrir o déficit?

Segundo reportagens, estavam em discussão cortes em contratos, obras e tecnologia, além da possibilidade de transferir para janeiro de 2027 encargos da folha de dezembro, auxílio-alimentação e a segunda parcela do 13º salário. Nenhuma dessas medidas foi confirmada em ato oficial do CJF até o fechamento desta apuração.

09

Quem é o presidente do CJF citado nesse episódio?

É o ministro Luís Felipe Salomão, que preside o Conselho da Justiça Federal e também o Superior Tribunal de Justiça. Ele participou da reunião de 6 de outubro de 2026 com os presidentes dos Tribunais Regionais Federais sobre o déficit e, segundo o Sitraemg, presidiu a sessão de 19 de outubro que tratou da garantia de pagamento.

10

O que o Sisejufe pediu ao CJF sobre o déficit?

Em 14 de outubro de 2026, o Sisejufe enviou ofício ao presidente do CJF pedindo esclarecimentos sobre a origem do déficit, o real impacto do adicional de qualificação, a dotação orçamentária original e os valores já executados, além de garantia formal de que não haveria atraso nos pagamentos de servidores.

11

O déficit afeta só o Tribunal Regional Federal da 4ª Região?

Não. O déficit de R$ 266 milhões é do orçamento geral da Justiça Federal em 2026, mas o parecer que revelou o problema partiu da Diretoria de Orçamento do TRF4, e boa parte da mobilização sindical e das alegações sobre valores pagos acima do teto também se concentrou nesse tribunal, com sede em Porto Alegre.

12

Esse episódio tem relação com a eleição presidencial de 2026?

Não. O déficit orçamentário do CJF é uma questão administrativa e orçamentária do Judiciário federal, sem relação direta com o calendário eleitoral de 2026 nem com os candidatos ao segundo turno da eleição presidencial, que trata de temas distintos de política fiscal e de governo.

#CJF#Justiça Federal#déficit orçamentário#servidores públicos#Fenajufe

Sobre a autora

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Com sede em Belo Horizonte (MG) e atuação nacional, a Communicare reúne especialistas em comunicação política e sindical, marketing eleitoral e gestão pública. A agência é responsável pela idealização e pelo desenvolvimento do Pacto pelo Serviço Público, além da análise e da metodologia editorial apresentadas nesta matéria.

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