Eleições 2026

Votação até 19h: decisão de Zanin, totalização paralisada e dúvidas sobre seções encerradas

Prorrogação até 19h enfrenta seções já encerradas. g1 relata que TRE-RS não reabrirá urnas; imprensa informa paralisação da totalização. Entenda os limites.

Por Agência Communicare Publicado em Atualizado em 14 min
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Urna eletrônica brasileira
Foto: Wikimedia Commons
Nesta matéria

O que foi decidido

O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a extensão da votação até as 19h de Brasília neste domingo (25), segundo a cobertura jornalística consultada. O g1 informa que a totalização iniciada após as 17h foi paralisada. O cumprimento em seções já encerradas e a eventual retomada de urnas exigem orientação específica da Justiça Eleitoral; não há nesta reportagem confirmação de reabertura automática de todas as seções.

O g1 reproduz o comando: “determino prorrogação por duas horas, até às 19h, horário de Brasília”. A ordem noticiada alcança o recebimento de votos nas seções do Brasil e atribui ao TSE o cumprimento. A reportagem consultou a reprodução jornalística, não o inteiro teor judicial original.

O texto reproduzido pela imprensa determina a prorrogação do recebimento de votos em todas as seções do Brasil e atribui ao TSE o cumprimento. Isso estabelece o alcance da ordem noticiada, mas não comprova que cada seção permaneceu aberta ou que todas as urnas puderam operar por 11 horas.

A Folha publicou a decisão às 17h04. O g1 reproduz o comando e informa paralisação da totalização. Até o fechamento desta atualização, o Pacto não dispõe de um protocolo oficial verificável de reabertura de urnas já encerradas; a informação será incorporada quando confirmada.

Janela de horário: regra regular e extensão determinada
  • Regra regular (8h–17h)9 h
  • Janela da ordem noticiada (8h–19h)11 h

Fonte: g1, 25/10/2026. Compara janelas de horário; não mede funcionamento efetivo nem confirma reabertura de cada seção.

Por que a votação foi prorrogada

Flávio Bolsonaro (PL), foto oficial de urna
Flávio Bolsonaro (PL), foto oficial de urna
TSE · DivulgaCandContas
Lula (PT), foto oficial de urna
Lula (PT), foto oficial de urna
TSE · DivulgaCandContas

O pedido partiu da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e da coligação Brasil Pronto Pra Mais, da campanha do presidente Lula (PT), candidato à reeleição. A petição ao STF foi protocolada às 16h22, segundo o Terra, com base em relatos de redução da frota de ônibus em diferentes cidades.

Os pedidos cresceram ao longo do dia. Às 13h22, a coligação pediu a extensão do horário em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. Às 15h42, ampliou o pedido para municípios de São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro, de acordo com o g1. Segundo O Globo, os dez estados citados reúnem 77,8 milhões de eleitores.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também pediu ao TSE a extensão do horário em 17 municípios de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina atingidos por chuvas, alagamentos, interdições de vias e falta de energia, segundo o Midiamax e a Folha. Entre eles, a capital paulista, Jundiaí, Itapevi, Curitiba, Guaratuba, Tijucas e Joaçaba.

De acordo com a defesa de Flávio, 3.745 eleitores tiveram as seções transferidas em Curitiba e Guaratuba, e outros 446 precisaram votar em outra escola em Itapevi. A campanha também pediu que os resultados presidenciais só fossem divulgados depois do encerramento nessas cidades, segundo o Midiamax. Os advogados argumentaram: “Do outro lado da balança está o eleitor que, diante de rua alagada, teria de escolher entre a própria segurança e o voto”, segundo a Folha.

Em declaração a jornalistas, Lula pediu que a população não deixasse de votar: “Quero pedir que o povo não desista de votar”, segundo o Valor Econômico. Ele também afirmou que, depois da eleição, pedirá a prisão de prefeitos por crime eleitoral; as acusações ainda não foram comprovadas, segundo o g1.

Municípios no pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, por estado
  • São Paulo10
  • Santa Catarina5
  • Paraná2

Fonte: Folha e Midiamax, 25/10/2026

Eleitores com local de votação alterado, segundo a campanha de Flávio
  • Curitiba e Guaratuba (PR)3.745
  • Itapevi (SP)446

Fonte: Midiamax, 25/10/2026 (dados informados pela defesa da campanha)

O que o TSE e o Ministério Público disseram

Antes da decisão do STF, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que os pedidos seriam analisados “no seu tempo” e que ainda faltavam informações sobre o número de eleitores afetados e a viabilidade operacional da extensão, segundo a Agência Brasil e o ND+. Ele determinou que o TRE da Bahia e a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestassem em 30 minutos, de acordo com a Exame.

No processo que tramita no TSE, o Ministério Público Eleitoral se manifestou contra a prorrogação: “o horário de votação fixado por lei deve se manter inalterado, sem prejuízo de os fatos narrados serem devidamente apurados”, segundo O Globo.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, já havia reforçado que quem estivesse no local de votação às 17h, mesmo na área externa, teria o direito de votar por meio de senhas, segundo a Agência Brasil.

Até as 17h15, o TSE ainda não havia decidido os pedidos que tramitam no próprio tribunal, segundo O Globo. A decisão de Zanin determina que o tribunal eleitoral execute a prorrogação.

Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília
Sede do TSE, em Brasília, a quem cabe cumprir a decisão do STF. Foto de arquivo, registro de contexto. Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE · Domínio público

Hora a hora: como se chegou à prorrogação

13h15 — O presidente do TRE-BA determina a circulação total da frota em Salvador e a prisão do secretário de Mobilidade (Estadão/UOL).

13h22 — A campanha de Lula pede ao TSE a extensão da votação em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas (Terra).

15h24 — A campanha de Flávio Bolsonaro pede ao TSE a extensão em 17 cidades de SP, PR e SC por causa das chuvas (Midiamax).

15h42 — A campanha de Lula amplia o pedido para municípios de nove estados (g1).

15h44 — Nunes Marques diz que os pedidos serão analisados “no seu tempo” (Agência Brasil).

16h22 — A campanha de Lula pede ao STF a prorrogação em todo o país; o ministro Cristiano Zanin é sorteado relator (Terra).

16h24 — Nunes Marques dá 30 minutos para o TRE-BA e a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestarem (Exame).

17h — Termina o horário previsto em lei e começa a totalização do TSE (O Globo).

17h04 — g1 e Folha publicam a decisão de prorrogar até 19h. É o horário dessas reportagens, não o horário autenticado da assinatura judicial.

Após o início da totalização — g1 e Folha relatam que o TSE paralisou a totalização em consequência da decisão. Não foi localizado nesta pesquisa comunicado nacional diretamente obtido do tribunal.

17h29 — O Globo publica relatos de seções encerradas no Rio; a versão consultada inclui Catete, Duque de Caxias e Barra da Tijuca.

17h36 — g1 RS publica nota atribuída ao TRE-RS: urnas já encerradas não serão reabertas; as ainda abertas devem cumprir a prorrogação.

Os problemas no transporte de eleitores

Em Salvador, diligências do TRE-BA constataram menos de 50% da frota prevista para dias úteis em circulação. O presidente do tribunal, desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e a circulação de 100% da frota, sob multa. O Procon da Bahia identificou 370 ônibus parados em garagens, segundo a Agência Brasil e o Estadão/UOL. A prefeitura afirmou que os veículos foram retidos para a retirada de adesivos de campanha.

Em São Paulo, a federação afirmou ao TRE-SP que quase 3,9 mil veículos continuavam nas garagens, apesar de decisão judicial que determinava frota equivalente à dos dias úteis. A SPTrans disse ter tido dificuldade para mobilizar funcionários em prazo curto, segundo o Estadão. Os percentuais citados pelas campanhas ainda dependem de confirmação oficial.

O que muda para o eleitor e para a apuração

A extensão até as 19h é a ordem judicial noticiada, não uma confirmação de funcionamento de cada seção. Quem encontrar o local fechado deve consultar os responsáveis e os canais oficiais do TRE, sem presumir autorização para votar em outra seção ou manipular a urna.

O g1 informa que a totalização, já iniciada, foi paralisada. Isso não equivale a anulação dos votos registrados. Resultados já publicados podem permanecer acessíveis sem novas totalizações: consultar uma página às 17h40, por exemplo, não transforma um arquivo gerado às 17h06 em resultado novo.

Atualização editorial: a versão anterior ressaltava o início da totalização às 17h sem informar a paralisação posteriormente noticiada. Esta reportagem agora diferencia acompanhamento de dados disponíveis, recebimento de boletins e novas totalizações. O Pacto não declara vencedor antes da confirmação oficial.

Se a seção já encerrou a votação, a prorrogação não explica sozinha como voltar a receber votos

A decisão noticiada depois das 17h cria uma questão operacional central: o que acontece em uma seção que já encerrou a votação? Não é correto tratar como equivalentes uma porta fechada, uma fila ainda sendo atendida e uma urna cujo procedimento de encerramento já foi concluído. Cada situação exige uma orientação específica da Justiça Eleitoral.

Uma seção pode continuar atendendo eleitores que já estavam na fila no horário regular de encerramento. Isso é diferente de admitir novos eleitores por força de uma prorrogação e também é diferente de retomar uma urna após a emissão de seu boletim de urna.

A Resolução TSE nº 23.751/2026, art. 160, prevê, na regra regular, que o recebimento termina às 17h se não houver eleitores na fila. Havendo fila, há identificação e distribuição de senhas para assegurar o atendimento. O Código Eleitoral, art. 153, contém essa garantia. São regras gerais, distintas da implementação da ordem excepcional de prorrogação noticiada neste domingo.

No encerramento, o art. 127 da resolução determina a emissão e assinatura do boletim de urna, a afixação de uma via, o encaminhamento da mídia de resultado para transmissão e a preservação dos materiais. Por isso, dizer que uma seção “fechou” não informa, sozinho, se ainda havia votação, se o boletim foi emitido ou se a mídia já havia sido entregue.

O TSE explica, em Votação segura, que o boletim de urna é impresso após a conclusão da votação e registra inclusive a data e a hora de encerramento. Esse documento permite verificar o que ocorreu em cada seção; não é evidência de que uma eventual retomada esteja autorizada.

O Pacto não deve anunciar que todas as seções serão reabertas nem explicar uma sequência de comandos para religar urnas sem um protocolo oficial verificável. A execução depende de comunicação do TSE, dos tribunais regionais, dos juízos eleitorais e das equipes responsáveis pela seção. Relatos de fechamento precisam ser identificados por local, hora e fonte; não há nesta reportagem um levantamento nacional de seções encerradas.

No Rio Grande do Sul, há uma orientação concreta atribuída ao tribunal regional. O g1 RS, em notícia das 17h36, reproduz nota do TRE-RS segundo a qual algumas urnas já haviam encerrado a votação às 17h. O tribunal afirma: “a votação já encerrada não será retomada”. Nas seções ainda abertas quando a decisão chegou, o horário deve ser prorrogado. O Pacto não obteve a nota diretamente do tribunal; a atribuição é à reprodução pelo g1.

Na mesma reportagem, o desembargador Luciano Losekann, coordenador da Comissão de Enfrentamento à Desinformação do TRE-RS, afirma que as urnas que não encerraram terão o horário prorrogado. A notícia não informa quantas urnas gaúchas fecharam ou permaneceram abertas. Essa orientação regional não é apresentada como uma instrução universal de todos os TREs.

O Globo relata encerramento de urnas no Ciep Presidente Tancredo Neves, no Catete, segundo fiscais do TRE-RJ. A versão consultada também traz relatos de uma mesária da Escola Municipal Rotary, em Duque de Caxias, e de um fiscal do Colégio pH, na Barra da Tijuca. São ocorrências locais atribuídas aos entrevistados, não uma contagem nacional nem uma ordem formal do TRE-RJ.

O caso do Catete mostra por que portão aberto e urna habilitada não são a mesma coisa: a reportagem descreve eleitores que chegaram após saberem da extensão, mas encontraram equipamentos já encerrados. O relato precisa ser separado da garantia legal de atendimento a quem estava na fila no horário regular; eventual impedimento deve ser documentado e examinado pela Justiça Eleitoral.

As respostas necessárias para avaliar o cumprimento da medida

A análise editorial da Communicare distingue a ordem judicial de sua implementação. Para avaliar o efeito real da prorrogação, é preciso saber quando cada seção recebeu a orientação, se a votação permanecia aberta, se ainda havia mesários e fiscais presentes e quais registros documentam a execução.

Nos locais com encerramento já realizado, as perguntas incluem como preservar os registros anteriores, quais procedimentos são autorizados, quem fiscaliza a eventual retomada e como impedir que resultados sejam duplicados na totalização. São perguntas de apuração jornalística, não afirmações de irregularidade nem instruções técnicas de reabertura.

Também importa identificar se o comando alcança as eleições para governador onde há segundo turno e qual é o tratamento do exterior. Uma referência a “todo o Brasil” não deve ser automaticamente ampliada para seções fora do país sem orientação expressa.

Há também uma análise jurídica sobre alternativas, mas ela não equivale a autorização. Em texto de Luciana Casemiro no blog de Míriam Leitão, publicado às 17h31, O Globo ouve Wallace Corbo, doutor em Direito Público pela Uerj e professor da FGV Direito Rio e da Uerj. O advogado diz que seria possível, “ao menos em tese”, continuar a votação manualmente, diante da dificuldade de reabrir a urna eletrônica.

A expressão “em tese” é essencial: trata-se de interpretação de um especialista, não de procedimento aprovado pelo TSE para estas seções. A reportagem não orienta mesários ou eleitores a improvisar votação em cédulas. Uma solução excepcional exigiria decisão e instruções verificáveis sobre registro, fiscalização, integridade e destino dos votos.

A análise editorial da Communicare distingue três planos: a ordem judicial noticiada, sua execução local e o controle dos resultados. A discussão sobre igualdade de acesso ao voto não dispensa a preservação dos boletins e das atas; dificuldades operacionais não autorizam inferir favorecimento de um candidato, fraude ou anulação sem evidência específica.

Votação, apuração e totalização não são a mesma etapa

A votação recebe a escolha do eleitor. O boletim de urna registra o resultado de uma seção após o procedimento de encerramento. A totalização reúne os resultados oficiais recebidos. Uma atualização no painel nacional não comprova que todas as seções estejam encerradas nem que uma seção específica tenha sido reaberta.

No acompanhamento do Pacto, a hora da consulta indica quando os arquivos foram buscados; a hora da fonte indica quando o TSE gerou o arquivo. Boletins oficiais do exterior, quando somados pelo Pacto, têm identificação própria e não são adicionados novamente se já estiverem incluídos na totalização.

O painel mantém o caráter parcial, informa votos válidos, seções recebidas e origem dos dados. Liderança não equivale a eleição confirmada. Tampouco se deve afirmar que todo voto recebido depois das 17h está ausente de um arquivo sem conferir a composição e o horário daquele resultado.

Acompanhe a apuração do segundo turno, com horários da fonte, cobertura das seções e limitações do recorte recebido.

Quatro situações que não devem ser confundidas
Quatro situações que não devem ser confundidas
SituaçãoO que significaO que não permite concluir
Fila ainda atendidaEleitores presentes aguardam atendimentoQue a urna já encerrou a votação
Urna encerradaEncerramento e registros da seção precisam ser preservadosQue é possível retomá-la sem orientação oficial
Resultado disponívelUm arquivo ou boletim foi publicadoQue houve nova totalização neste minuto
Totalização paralisada, segundo g1Interrupção da reunião/processamento de resultados noticiadaQue votos já registrados foram anulados

Fonte: Síntese editorial da Communicare; notícia de paralisação: g1. Regras gerais e fontes oficiais identificadas no texto.

Como buscar informação sobre uma seção fechada

A reportagem não substitui a orientação do juízo eleitoral. Se houver divergência entre a notícia de prorrogação e o atendimento no local, busque o comunicado do TRE da sua unidade e a orientação dos responsáveis pela seção. A publicação de uma decisão não comprova, por si só, que aquela urna voltou a receber votos.

Não aceite mensagens sem identificação do tribunal como autorização para mudar de seção, votar novamente ou interferir no equipamento. Eventuais relatos devem registrar o local, a seção, a hora e a orientação recebida, sem divulgar o voto nem dados pessoais de eleitores.

Consulte também como localizar sua seção, o guia de documentos e os direitos e deveres dos mesários. Esses guias são complementares e não substituem instruções excepcionais emitidas neste domingo.

Por que isso importa para o serviço público

Somos 13 milhões de servidores públicos no Brasil. Nossa carreira está em jogo. Vote com informação.

A Justiça Eleitoral depende de servidores, técnicos, equipes de apoio e mesários convocados ou voluntários — nem todo mesário é servidor público. Uma extensão de horário exige comunicação, condições de trabalho, segurança, transporte e fiscalização. Valorizar essas equipes é também proteger o exercício do voto; não se pode presumir a jornada efetiva de cada seção sem registros locais.

O Pacto é apartidário. Vamos acompanhar os mandatos, cobrar as pautas, mobilizar, informar e pressionar. Durante a eleição, o Pacto comparou as propostas dos candidatos e publicou análises por tema. Agora, acompanha a apuração ao vivo com dados oficiais do TSE: https://pactopublico.org/resultado-segundo-turno. Canal do Pacto no WhatsApp: https://www.whatsapp.com/channel/0029VbDowLt5K3zSZjv6GK0j.

Durante a campanha, o Pacto reuniu comparativos e análises sobre pautas do serviço público. A próxima etapa é acompanhar os mandatos, cobrar compromissos, mobilizar, informar e pressionar com base em evidências. O compromisso apartidário não elimina a cobrança: exige critérios transparentes para qualquer governo.

Reportagem e análise editorial da Agência Communicare, sediada em Belo Horizonte e com atuação nacional em comunicação política e sindical, marketing eleitoral e gestão pública. A análise da execução da decisão é distinta das informações atribuídas às fontes.

Fachada de um bloco da Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Esplanada dos Ministérios. Servidores públicos da Justiça Eleitoral e de outros órgãos sustentam a votação. Foto de arquivo, registro de contexto. Foto: Roque de Sá/Agência Senado · CC BY 2.0

Fontes consultadas

g1 RS — nota do TRE-RS sobre urnas encerradas. Publicação às 17h36; página integral conferida. Nota atribuída ao tribunal pela reportagem.

O Globo — relatos de seções encerradas no Rio. Publicação às 17h29; versão consultada em atualização. Testemunhos locais, não levantamento nacional.

O Globo / blog de Míriam Leitão — análise de Wallace Corbo. Texto de Luciana Casemiro, às 17h31. Hipótese jurídica explicitamente distinguida de orientação oficial.

g1 — decisão de Zanin e relato de paralisação da totalização. Publicação de 25/10/2026; consultada nesta atualização. Atribuição jornalística, não comunicado próprio do TSE.

Folha — decisão e pedidos das campanhas. Publicada às 17h04; versões consultadas apresentam horários de atualização distintos.

TSE — Resolução nº 23.751/2026. Norma geral: arts. 127 e 160 sobre encerramento e fila; não é protocolo excepcional de reabertura.

Código Eleitoral, Lei nº 4.737/1965. Art. 153: atendimento dos eleitores presentes na fila no horário de encerramento.

TSE — Votação segura. Explicação institucional sobre boletim de urna, registro digital do voto e transmissão.

Terra, 25/10/2026, 17h07: https://www.terra.com.br/noticias/eleicoes/stf-atende-pedido-do-pt-e-prorroga-eleicao-em-todo-pais-ate-19h,18ebba1944af64006ccee6cd2b98c4f11uf2c6f6.html

Agência Brasil, 25/10/2026, 15h44: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/pedido-para-ampliar-horario-de-votacao-sera-avaliado-afirma-marques

Exame, 25/10/2026, 16h24: https://exame.com/brasil/nunes-marques-determina-que-tre-ba-se-manifeste-sobre-pedido-de-prorrogacao-do-horario-das-eleicoes/

CNN Brasil, 25/10/2026, 16h40: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/flavio-e-lula-pedem-extensao-do-horario-de-votacao-ate-19h/

g1, 25/10/2026, 15h53: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/10/25/coligacao-de-lula-pede-ao-tse-extensao-do-horario-de-votacao-em-pelo-menos-9-estados.ghtml

Estadão, 25/10/2026, 15h48: https://www.estadao.com.br/politica/eleicoes/pt-pede-a-justica-eleitoral-para-prorrogar-votacao-em-sao-paulo-ate-as-19h-por-falta-de-onibus/

ND+, 25/10/2026, 16h55: https://ndmais.com.br/justica/tse-prorrogar-votacao-19h-segundo-turno-eleicoes-2026/

g1, decisão de Zanin, 25/10/2026, 17h04: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/10/25/zanin-prorroga-votacao.ghtml

ND+, 25/10/2026, 17h09: https://ndmais.com.br/justica/votacao-ate-as-19h-zanin-atende-pedidos-de-lula-e-flavio-bolsonaro-e-amplia-horario-em-todo-o-pais/

Midiamax, 25/10/2026, 15h24: https://midiamax.com.br/brasil/2026/flavio-pede-votacao-ate-19h-17-cidades-sp-pr-sc/

Valor Econômico, 25/10/2026, 16h29: https://valor.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/10/25/nunes-marques-do-tse-ira-decidir-sobre-prorrogacao-da-votacao-em-municipios-de-dez-estados.ghtml

O Globo, pedido em dez estados, 25/10/2026, 15h57: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/10/25/campanha-de-lula-e-pt-pedem-ao-tse-extensao-da-votacao-ate-as-19h-em-dez-estados.ghtml

Estadão/UOL, 25/10/2026, 15h30: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2026/10/25/nunes-marques-nao-descarta-estender-horario-de-votacao-e-diz-que-e-preciso-aguardar-relatorio.htm

JOTA, 25/10/2026: https://www.jota.info/eleicoes/eleicoes-2026/campanha-de-lula-pede-prorrogacao-de-votacao-decisao-cabera-a-nunes-marques

Perguntas frequentes

01

A votação foi prorrogada até que horas?

A decisão de Zanin reproduzida pela imprensa determina recebimento de votos até as 19h de Brasília no Brasil. O funcionamento de cada seção depende do cumprimento pela Justiça Eleitoral.

02

Toda seção fechada será reaberta?

No RS, o g1 reproduz nota do TRE-RS segundo a qual urnas já encerradas não serão reabertas; as ainda abertas devem cumprir a prorrogação. Há relatos locais de encerramento no Rio. Não foi localizado um protocolo nacional que assegure reabertura de todas as seções.

03

Como reabrir uma urna já encerrada?

Esta reportagem não apresenta um procedimento: é necessária orientação oficial específica, com preservação dos registros e fiscalização. Não se deve manipular o equipamento nem presumir comandos técnicos.

04

A totalização continua apesar da decisão?

O g1 informa que a totalização iniciada após as 17h foi paralisada. A presença de resultados já divulgados não comprova novas totalizações. O horário da fonte deve ser distinguido do horário da consulta.

05

Posso votar em outra seção se a minha estiver fechada?

A notícia da prorrogação não autoriza, por si só, a mudança de seção. Consulte os responsáveis pela seção e as orientações oficiais do TRE.

06

Liderança parcial significa candidato eleito?

Não. O Pacto mantém o caráter parcial e só informa eleição confirmada a partir da classificação oficial do TSE.

07

Há votação manual autorizada para substituir urnas encerradas?

O advogado Wallace Corbo aventa essa possibilidade em tese, em análise publicada por O Globo. Não foi localizado nesta pesquisa ato oficial autorizando esse procedimento para as seções encerradas. Uma opinião jurídica não autoriza improvisação.

08

Quantas seções já fecharam?

As fontes conferidas relatam seções encerradas no RS e em locais do Rio, mas não oferecem um levantamento nacional verificável. Não é possível atribuir um total sem dados oficiais.

#Eleições 2026#Segundo turno#STF#TSE#Cristiano Zanin#Horário de votação#Serviço público

Correções

  • : Atualização: incluídos os relatos de paralisação da totalização, a nota do TRE-RS reproduzida pelo g1 sobre não reabrir urnas encerradas e ocorrências locais no Rio. Retirada a garantia genérica de atendimento em qualquer seção até 19h. Corrigida a cronologia: 17h04 é publicação da imprensa, não assinatura judicial autenticada. Análise sobre votação manual identificada como hipótese, sem autorização oficial localizada.

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Com sede em Belo Horizonte (MG) e atuação nacional, a Communicare reúne especialistas em comunicação política e sindical, marketing eleitoral e gestão pública. A agência é responsável pela idealização e pelo desenvolvimento do Pacto pelo Serviço Público, além da análise e da metodologia editorial apresentadas nesta matéria.

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