Pesquisas eleitorais: como ler e compreender os seus resultados
Saiba conferir registro, datas de campo, amostra e perguntas de uma pesquisa eleitoral — e entenda por que margem de erro e intenção de voto não garantem o resultado das urnas.
Atualização editorial: (Brasília).

Reportagem e análise · Agência Communicare
Nesta matéria
01 · METODOLOGIA
O que uma pesquisa eleitoral permite saber
Pesquisas eleitorais estimam as preferências de um eleitorado durante o período em que as entrevistas são realizadas. Seus resultados não equivalem à apuração nem garantem o desempenho de uma candidatura na votação. Para interpretar um levantamento, é necessário conhecer as datas de campo, a população pesquisada, o método de seleção dos entrevistados, o questionário e as medidas de incerteza divulgadas.
A legislação brasileira exige o registro de informações das pesquisas destinadas ao conhecimento público. Esse registro permite consultar elementos do trabalho e fiscalizar sua divulgação, mas não representa aprovação da qualidade estatística pela Justiça Eleitoral. A leitura deve, portanto, combinar duas verificações distintas: o cumprimento das exigências legais e os limites metodológicos das conclusões apresentadas.

02 · REGISTRO NO TSE
Registro obrigatório não é selo de qualidade
O artigo 33 da Lei nº 9.504/1997 determina que, desde 1º de janeiro do ano eleitoral, pesquisas relativas às eleições ou aos candidatos, destinadas ao conhecimento público, sejam registradas até cinco dias antes da divulgação. A obrigação não começa apenas no período de propaganda eleitoral. As informações ficam disponíveis no sistema de registro da Justiça Eleitoral, o PesqEle.
Entre os dados exigidos estão contratante, valor e origem dos recursos, metodologia, período de realização, plano amostral, ponderações, margem de erro, nível de confiança e questionário. A lei também prevê informações sobre controle e fiscalização da coleta. Esses elementos ajudam a examinar como o levantamento foi produzido.
Divulgar pesquisa sem registro está sujeito a multa; divulgar pesquisa fraudulenta tem tratamento penal específico. A existência de um número de registro, entretanto, não impede erros ou fraude. É preciso conferir se a peça divulgada corresponde ao levantamento cadastrado, inclusive nas datas, nos cenários e nos percentuais.
A Resolução-TSE nº 23.600/2019, alterada pela Resolução nº 23.727/2024, detalha os dados que institutos e empresas devem enviar ao registrar uma pesquisa no PesqEle, incluindo período de campo, tamanho da amostra e metodologia.
| Informação registrada | Utilidade para o leitor | Limite da conclusão |
|---|---|---|
| Contratante, valor e origem dos recursos | Identificar o financiamento declarado | O contratante, isoladamente, não comprova manipulação |
| Metodologia e plano amostral | Examinar os procedimentos informados | O cadastro não certifica a execução do trabalho |
| Questionário | Conhecer perguntas e cenários | O registro não elimina possíveis efeitos da formulação |
| Número de registro | Localizar o levantamento na Justiça Eleitoral | Não constitui selo de qualidade estatística |
Fonte oficial consultada em 14/10/2026 · Síntese normativa, não pesquisa estatística. Consulte o texto e as regras do órgão.
03 · AMOSTRA
Amostra: composição demográfica não basta
A amostra é o grupo de pessoas entrevistadas para estimar características de uma população definida. Em uma pesquisa eleitoral, importa saber qual eleitorado está sendo representado. Não basta reproduzir proporções demográficas para obter uma miniatura exata da população: a forma de selecionar e alcançar os participantes também influencia o resultado.
Entrevistas domiciliares, em pontos de fluxo, por telefone ou pela internet apresentam diferentes possibilidades de cobertura e seleção. Ponderações podem ajustar a participação de determinados grupos, mas não corrigem necessariamente todos os desequilíbrios. A avaliação deve considerar recusas, pessoas não alcançadas, distribuição territorial e procedimentos de controle. Uma amostra maior pode reduzir parte da incerteza estatística sem eliminar problemas sistemáticos de coleta.

04 · MARGEM DE ERRO
Margem de erro e confiança: limites da interpretação
A margem de erro divulgada expressa uma medida de incerteza associada à estimação, sob as hipóteses do método utilizado. Ela não depende apenas do número de entrevistas: o desenho amostral e as ponderações também importam. Tampouco engloba automaticamente todos os possíveis erros de cobertura, resposta, formulação de perguntas ou processamento.
Um nível de confiança de 95% descreve o comportamento do procedimento em repetições hipotéticas: sob suas hipóteses, aproximadamente 95% dos intervalos construídos dessa forma conteriam o valor populacional. Não significa que haja 95% de probabilidade de o resultado final da eleição ficar naquela faixa.
A expressão “empate técnico” exige cautela. A sobreposição dos intervalos individuais não prova igualdade entre candidaturas nem substitui uma análise estatística da diferença entre elas. É possível informar quem tem o maior percentual observado, distinguindo essa posição numérica da evidência disponível para afirmar uma liderança na população pesquisada.
05 · DATAS DE CAMPO
Datas de campo e comparação entre rodadas
A data de publicação não deve ser confundida com o período das entrevistas. Uma pesquisa divulgada depois de um acontecimento político pode ter sido inteiramente coletada antes dele. Nesse caso, não oferece base para medir uma possível reação do eleitorado ao episódio. Se o campo atravessa vários dias, reúne respostas produzidas em momentos diferentes.
Para acompanhar mudanças, é útil observar séries do mesmo instituto, verificando se método, questionário e população permaneceram comparáveis. Mesmo assim, uma oscilação isolada não demonstra tendência. Comparações entre institutos também podem ser informativas, desde que reconheçam diferenças de abordagem e período. Atribuir uma variação a um debate ou a uma notícia exige evidências adicionais, não apenas proximidade entre datas.

06 · TIPOS DE PERGUNTA
Espontânea, estimulada e rejeição medem coisas diferentes
Na pergunta espontânea, o entrevistado responde sem receber uma lista de nomes. O resultado informa quais candidaturas são mencionadas nessas condições, mas não mede sozinho a firmeza da escolha. Na estimulada, há apresentação de alternativas. É necessário conferir quais nomes integravam o cenário; a pergunta não reproduz integralmente a experiência de votar na urna.
A rejeição registra uma resposta negativa conforme a formulação adotada, como indicar em quem não se votaria de maneira alguma. Ela não estabelece um teto imutável de apoio: opiniões podem mudar. Quando são permitidas múltiplas respostas, os percentuais de rejeição podem somar mais de 100%. Por isso, não devem ser lidos como uma distribuição de escolhas exclusivas.
| Indicador | Como é obtido | Cuidado de interpretação |
|---|---|---|
| Intenção espontânea | Resposta sem apresentação de nomes | Não comprova firmeza definitiva do voto |
| Intenção estimulada | Escolha diante das alternativas apresentadas | É necessário conferir os nomes incluídos no cenário |
| Rejeição | Indicação de candidaturas nas quais não se votaria, conforme a pergunta | Pode admitir múltiplas respostas e mudar ao longo do tempo |
Fonte oficial consultada em 14/10/2026 · Síntese normativa, não pesquisa estatística. Consulte o texto e as regras do órgão.

07 · VOTOS VÁLIDOS
Votos totais, válidos e recortes do eleitorado
Resultados sobre o total de entrevistados podem incluir preferências por candidatos, respostas em branco ou nulo e indecisão. Quando um instituto divulga uma estimativa de votos válidos, recalcula a distribuição segundo critérios que precisam estar explícitos, geralmente retirando essas categorias da base. Isso não permite saber como os indecisos efetivamente votarão nem quantos comparecerão.
Na apuração oficial, votos brancos e nulos não integram os votos válidos. Para presidente e governador, a maioria absoluta corresponde a mais da metade dos votos válidos. Já recortes de pesquisa por renda, idade ou região exigem atenção própria: contêm menos entrevistas e podem ter incerteza maior que a do conjunto. A margem geral não deve ser aplicada automaticamente a cada segmento.
08 · CHECAGEM
Como conferir uma divulgação antes de compartilhar
Uma checagem prática começa pela identificação do instituto, do contratante, do cargo pesquisado e do número de registro. Depois, convém comparar a imagem ou manchete recebida com a divulgação completa e com os documentos disponíveis no PesqEle. Percentuais sem data, cenário ou base de cálculo podem produzir uma impressão diferente daquela sustentada pelo levantamento.
Enquetes abertas em redes sociais não equivalem a pesquisas com desenho amostral. A participação voluntária depende do público alcançado e de sua disposição para responder, sem assegurar representação do eleitorado. Também é preciso desconfiar de montagens que apresentem enquetes como pesquisas registradas. O registro ajuda a localizar informações; não dispensa a leitura crítica do material.
- 01
Identifique
Localize instituto, contratante, cargo pesquisado e número de registro.
- 02
Consulte
Acesse o PesqEle pelos canais do TSE e encontre o levantamento correspondente.
- 03
Confira
Compare datas de campo, abrangência territorial, questionário e cenário.
- 04
Leia a base
Verifique se os percentuais tratam do total de entrevistados, de estimativa de votos válidos ou de um segmento.
- 05
Contextualize
Leia a divulgação completa e suas limitações antes de compartilhar uma imagem ou manchete.
Fonte oficial consultada em 14/10/2026 · Síntese normativa, não pesquisa estatística. Consulte o texto e as regras do órgão.

09 · SEGUNDO TURNO 2026
O contexto do segundo turno de 2026
O primeiro turno de 2026 ocorreu em 4 de outubro. O segundo está marcado para 25 de outubro. No levantamento consultado baseado nas informações do TSE de 8 de outubro de 2026, há disputa para governador em Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins, além da disputa presidencial.
Esse é um retrato datado, não uma atualização em tempo real. Ao consultar pesquisas dessa etapa, o leitor deve confirmar se o levantamento trata da Presidência ou de um governo estadual e se corresponde ao cenário do segundo turno. A cobertura do projeto está em /segundo-turno; calendário e informações oficiais devem ser consultados no TSE.
Veja também o comparativo de propostas do segundo turno, que trata de documentos e compromissos, não de intenção de voto.
A colinha eleitoral do eleitor reúne orientações práticas para o dia da votação.
| Unidade | Disputa |
|---|---|
| Presidência da República | Disputa presidencial |
| Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Tocantins | Disputa para governador |
Fonte: TSE, portal Eleições 2026, recorte de 8 de outubro de 2026 · Síntese normativa, não pesquisa estatística. Consulte o texto e as regras do órgão.
10 · ANÁLISE COMMUNICARE
Análise Communicare: ficha técnica e período de campo importam mais que a manchete da liderança
Uma pesquisa informa o que foi observado em determinado período e sob um desenho de coleta. Mudanças entre levantamentos precisam ser lidas junto com metodologia, universo, amostra e margem de erro, não apenas pela diferença entre dois percentuais. Registro na Justiça Eleitoral é uma exigência de transparência e não representa certificação oficial do resultado nem transforma estimativa em voto apurado.
A Agência Communicare recomenda separar três perguntas na cobertura: o que o levantamento mediu, com que incerteza e quais interpretações os dados sustentam. Margens próximas não autorizam previsões categóricas; tampouco cabe transformar recortes pequenos da amostra em conclusões territoriais robustas. No comparativo do segundo turno, o objeto é outro: documentos e alinhamento de propostas ao serviço público, não intenção de voto. Os dois instrumentos devem permanecer identificados.
A cobertura da bancada eleita que assinou compromissos com o serviço público está em a bancada do serviço público.

11 · FONTES
Fontes e referências
A Lei nº 9.504/1997, especialmente o artigo 33, fundamenta as informações sobre registro e divulgação de pesquisas. A Constituição Federal, nos artigos 28 e 77, estabelece as bases da eleição de governadores e presidente e da maioria de votos válidos.
A página de pesquisas eleitorais do TSE reúne orientações e acesso aos sistemas de consulta. O portal das Eleições 2026 é a referência institucional para acompanhar o pleito. A lista de unidades federativas mencionada neste texto conserva expressamente o recorte de 8 de outubro de 2026.
O Tribunal Superior Eleitoral explica que não realiza controle prévio sobre o resultado das pesquisas, atuando apenas quando provocado por representação.
Dados abertos sobre o processo eleitoral, incluindo resultados oficiais, podem ser consultados no portal de dados abertos do TSE.
Perguntas frequentes
01O registro de uma pesquisa significa que o TSE aprovou seus resultados?
Não. O registro reúne informações exigidas para a divulgação e possibilita fiscalização. Ele não constitui homologação da metodologia ou dos percentuais. A qualidade do levantamento depende de sua execução e da adequação das conclusões aos procedimentos informados.
02Com quanto tempo de antecedência uma pesquisa deve ser registrada?
O artigo 33 da Lei nº 9.504/1997 exige registro até cinco dias antes da divulgação. A obrigação alcança, desde 1º de janeiro do ano eleitoral, pesquisas sobre eleições ou candidatos destinadas ao conhecimento público.
03Onde consultar o questionário e o contratante de uma pesquisa?
Essas informações podem ser consultadas no PesqEle, acessível pelo portal do TSE. Use o número de registro e confira também período de campo, cargo, abrangência territorial e instituto para evitar confundir levantamentos diferentes.
04Saber quem pagou pela pesquisa permite concluir que houve manipulação?
Não. A identificação do contratante é importante para a transparência, mas não comprova interferência nos resultados. Uma avaliação fundamentada precisa examinar questionário, plano amostral, controles de coleta e eventuais evidências de irregularidade.
05Uma amostra maior torna a pesquisa necessariamente melhor?
Não necessariamente. Mais entrevistas podem reduzir a incerteza amostral, mas não eliminam vieses de seleção, cobertura ou resposta. Uma pesquisa deve ser avaliada também pela maneira como os entrevistados foram escolhidos e alcançados.
06A ponderação corrige todos os desequilíbrios da amostra?
Não. A ponderação ajusta a contribuição de grupos conforme critérios definidos no método. Ela pode reduzir determinados desequilíbrios, mas não garante correção de características não observadas ou da ausência sistemática de parcelas do eleitorado.
07A margem de erro inclui qualquer problema que possa ocorrer na pesquisa?
Não. Ela expressa uma medida de incerteza sob hipóteses metodológicas específicas. Perguntas mal formuladas, respostas incorretas, falhas de cobertura e erros de processamento não ficam automaticamente abrangidos pela margem divulgada no relatório.
08O que significa um nível de confiança de 95%?
Significa que, em repetições hipotéticas do procedimento e sob suas hipóteses, aproximadamente 95% dos intervalos construídos conteriam o valor populacional. Não é a probabilidade de acerto do resultado eleitoral nem uma garantia sobre uma pesquisa isolada.
09Intervalos sobrepostos comprovam empate entre candidatos?
Não. A sobreposição de intervalos individuais não prova igualdade e não substitui o exame estatístico da diferença entre estimativas. A expressão “empate técnico” deve vir acompanhada de explicação sobre o critério usado e suas limitações.
10Pode haver liderança numérica sem liderança estatisticamente demonstrada?
Sim. Liderança numérica descreve o maior percentual observado na amostra. Demonstrar uma diferença na população exige considerar a incerteza da comparação. A divulgação deve distinguir essas duas afirmações, sem transformar uma ordem numérica em certeza.
11Por que a data das entrevistas importa mais que a manchete de publicação?
As respostas refletem o período de coleta. Um levantamento publicado após um acontecimento pode ter sido concluído antes dele. Nesse caso, não sustenta conclusões sobre uma eventual mudança de preferência provocada por esse episódio.
12Uma alta entre duas rodadas já demonstra tendência?
Uma mudança isolada pode decorrer de flutuação amostral ou de alterações metodológicas. Para avaliar tendência, examine a sequência de resultados, a comparabilidade dos levantamentos e a incerteza das diferenças, sem atribuir causas apenas pela coincidência temporal.
13Pesquisas telefônicas e presenciais podem ser comparadas?
Podem, desde que as diferenças de cobertura, seleção e aplicação do questionário sejam consideradas. Não é adequado tratar uma mudança entre institutos como evolução direta da preferência eleitoral sem examinar métodos, datas e populações pesquisadas.
14A resposta espontânea indica que o voto está decidido?
Não necessariamente. Ela mostra qual nome foi mencionado sem apresentação de alternativas. Lembrar uma candidatura não equivale a assumir compromisso definitivo com ela; a firmeza da escolha requer perguntas específicas e também pode mudar.
15A pesquisa estimulada apresenta sempre todas as candidaturas registradas?
Não se deve presumir isso. É preciso consultar o cenário e o questionário utilizados. Levantamentos podem testar diferentes listas, especialmente em simulações, e resultados obtidos com alternativas distintas não são diretamente equivalentes.
16Por que os percentuais de rejeição podem ultrapassar 100% na soma?
Isso pode acontecer quando o entrevistado tem permissão para rejeitar mais de uma candidatura. Nesse formato, as respostas não são mutuamente exclusivas. Antes de somar ou comparar percentuais, confira as instruções da pergunta.
17A estimativa de votos válidos prevê o destino dos indecisos?
Não. Ela recalcula percentuais conforme a base definida pelo instituto, geralmente excluindo indecisão e respostas em branco ou nulo. Esse procedimento não revela a escolha futura dos indecisos nem reproduz antecipadamente o comparecimento às urnas.
18Posso aplicar a margem geral ao resultado de uma faixa de renda?
Não automaticamente. O segmento tem uma base própria de entrevistas e pode apresentar incerteza diferente, frequentemente maior. Procure informações específicas sobre o recorte e evite conclusões categóricas quando o relatório não detalhar sua precisão.
19Uma enquete com muitos participantes representa o eleitorado?
O volume de respostas não resolve a seleção voluntária. Pessoas que seguem uma página ou recebem um link podem diferir do conjunto dos eleitores. Sem desenho adequado, a enquete descreve seus participantes, não necessariamente a população.
20Como identificar uma imagem de pesquisa que omite informações importantes?
Confira se aparecem instituto, registro, datas de campo, cargo, cenário e base dos percentuais. Depois, procure a divulgação completa. Cortes que escondem indecisos, trocam votos totais por válidos ou omitem datas podem distorcer a leitura.
Sobre a autora
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Com sede em Belo Horizonte (MG) e atuação nacional, a Communicare reúne especialistas em comunicação política e sindical, marketing eleitoral e gestão pública. A agência é responsável pela idealização e pelo desenvolvimento do Pacto pelo Serviço Público, além da análise e da metodologia editorial apresentadas nesta matéria.
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